desfile de beachwear brasileira em Cannes

worldfashion • 14/05/13, 11:36

De 15 a 26 de maio, durante o Festivel de Cannes, o cinema e a moda praia nacionais, terá um evento paralelo “Momento Brasil” realizado pela Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos) e o SIAESP (Sindicato da Indústria Audiovisual do Estado de São Paulo).

As entidades, parceiras da Apex-Brasil, que fazem parte do grupo de instituições que compõem a marca de internacionalização do design e da moda brasileira - Brasil Fashion System - grupo formado pelas associações Abest (Associação Brasileira de Estilistas), Abit (Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção), Abicalçados, Assintecal, CICB e IBGM  atua como um potencializador da promoção da moda brasileira em mercados internacionais, por meio de cinco comitês temáticos: marca, promoção comercial, design, sustentabilidade e inovação. O BFS (Brasil Fashion System) braço do Sistema Moda Brasil, criado há 3 anos, que passou a incluir ações do Plano Brasil Maior e é coordenado pela Secretaria de Desenvolvimento da Produção (SDP) do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comercio Exterior.

O desfile em Cannes promoverá o trabalho de 15 designers que mostrarão as cores, texturas e formas que fazem dos biquínis e maiôs nacionais os mais desejados do mundo.

“Será um momento estratégico para a aproximação entre os criadores brasileiros e o mercado internacional. Maio é um mês em que os olhos do mundo estão voltados à França já que, além do Festival de Cinema de Cannes, também acontecem no país o principal torneio de tênis, Roland Garros e o Grande Prêmio de Fórmula 1 em Mônaco”, declara Valdemar Iodice, presidente da ABEST.

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As grifes participantes são: Água de Coco, Alór, Brigitte, Cecilia Prado Mare, Ellis beachwear, Iodice, Jo de Mer, Lenny, Loér, Melt Swim, Remalola, Sinesia Karol e Triya, da ABEST; e Alessa, Limonada, Blue Man, Lybethras e Victor Dzenk, do Texbrasil. Cada uma desfilará dois looks de suas coleções de Verão 2013/2014, com calçados da Amazonas Sandals - a primeira fabricante brasileira de flip flops biodegradáveis.

As marcas fazem parte de grupos selecionados dentro das entidades para a exportação: as da Abest integram o +Beach Brasil, projeto que impulsiona a moda praia nacional com diversas ações nos Estados Unidos, Europa e Ásia, enquanto as da Abit compõem o Texbrasil Design, que também trabalha em prol da internacionalização do design brasileiro, promovendo marcas premium.

“Moda e cinema representam o estilo de um país com a mesma propriedade. Desta forma, faz sentido promovermos os dois universos em conjunto, um potencializando o outro”, comenta Evilásio Miranda, gerente do núcleo de moda e design do Texbrasil.

O desfile com acesso apenas para os convidados oficiais do evento, está agendado para o dia 17/05, às 18h será num ambiente em praia privativa com o clima do verão europeu, a Plage Le Goeland, no Boulevard de la Croisette. O espaço conta com tenda, restaurante e será adaptado para abrigar todas as atividades, apresentações e encontros.

“O Momento Brasil é uma oportunidade para sensibilizarmos um público que é formador de opinião sobre a criatividade e o estilo de vida brasileiro, que estão refletidos não só no cinema, mas também na moda e em vários outros produtos e serviços do país”, explica Vinícius Estrela, coordenador da Unidade de Imagem e Acesso a Mercados da Apex-Brasil.

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Fontes:
ABEST:
MktMix Assessoria de Comunicação
Texbrasil/Abit:
namídia assessoria de comunicação
Apex-Brasil:
Clarissa Furtado
Amazonas Sandals:
Maquinário Comunicação

SP - PROGRAMA TEXBRASIL NA COLOMBIA

admin • 01/02/13, 13:26

O Colombiatex 2013 aconteceu nos dias 22, 23 e 24 de janeiro de 2013, no Centro de Convenciones Plaza Mayor, cidade de Medellin (Colombia) foi o cenário ideal para conhecer as mais recentes inovações da indústria têxtil com as propostas das empresas brasileiras que oferecem têxteis e insumos para a confecção.

As empresas que apresentam seus lançamentos e inovações na Colombiatex são: Audaces, Canatiba, Cataguases, Cedro, Covolan, Delfa, Doptex, Farbe, Gvallone, Hudtelfa, Linhas Setta, Neotêxtil, Paramount, Ph Fit, Rhodia, Rosset, Tavex, Santanense, Vicunha e Zanotti estão no evento com apoio do Texbrasil (Programa de Exportação da Indústria da Moda Brasileira), desenvolvido pela Abit em parceria com a Apex-Brasil (Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos).
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Os novos tecidos e insumos da indústria do Brasil são apresentados em uma grande passarela que reunirá as amostras das empresas participantes. As propostas estão sob a responsabilidade dos desenhistas brasileiros Weider Silveiro, Teodoro e Anita, com criações cheias de cor e de encanto, característico do nosso país.

Weider cativou desde o ano de 2002, quando apresentou a primeira coleção como projeto de graduação da Universidade Federal do Ceará. Desde então, surpreende com sua proposta contemporânea e atemporal de desenhos, acabamentos e materiais. A coleção Desconstruction é inspirada na alfaiataria masculina, com suas linhas retas, sua construção rígida, seus padrões e também na escola belga, movimento que influenciou a moda nos anos 90, apresentando uma nova forma de fazer e apresentar suas criações. Esse movimento ficou conhecido como desconstrutivismo, devido às técnicas de acabamento criadas por estilistas.

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Teodoro e Anita são os ganhadores do 4º Projeto “Ponto Zero”, organizado pela Abit e a Texbrasil, Mercado Mundo Mix e Casa de Criadores (com apoio do Sinditêxtil-SP), iniciativa que promove o talento jovem e a evolução da moda brasileira. A coleção Brasil Vintage é inspirada em imagens perdidas de surfistas brasileiros nos anos 70, feita para aproveitar o pôr-do-sol. Recortes, dobraduras e muita geometria marcam a modelagem onde o conforto e a praticidade são palavras-chave.

Os desfiles são promovidos pela Texbrasil no espaço From Brazil da feira e mostram não só as propostas dos desenhistas com as tendências para 2013, mas também a qualidade dos tecidos e insumos da indústria do Brasil.

Fonte: namídia assessoria de comunicação

PROJETO PONTO ZERO NA 5ª EDIÇÃO

admin • 11/10/12, 11:50

USP: Karenn de Souza Lemos, Julie Serafim Santos e Tamires Borges da Silva - Ponto Zero - Casa de Criadores - Inverno 2012

Lançado em 2008, o foco do projeto é a descoberta de novos talentos na categoria única “Estilista Empreendedor”.  Os participantes inscritos devem apresentar uma coleção para o Inverno 2013 composta por dez croquis, sendo um destes looks confeccionado. Os trabalhos podem ser realizados individualmente ou em grupo de até três pessoas, nos
segmentos de moda feminina, masculina, praia e festa. Corram  a inscrição e o envio do material  termina no próximo dia 22 de outubro de 2012.
O concurso dos novos talentos da moda, tem como objetivo a busca de estilistas empreendedores que queiram ter sua própria marca e comercializá-la. O projeto é da Texbrasil -  (Programa de Exportação da Indústria da Moda Brasileira,
realizado pela Abit em parceria com a Apex-Brasil), em conjunto com a Casa de criadores e o Mercado Mundo Mix.
A oportunidade vale para alunos do último ano ou com até dois anos de formados nos cursos de moda das faculdades Anhembi Morumbi, Belas Artes, Instituto Europeo di Design, Santa Marcelina, Senac e USP, de São Paulo. Nesta edição, as inscrições também são abertas para cariocas das instituições de ensino Estácio de Sá e SENAI-CETIQT.
Mais informações:
http://www.abit.org.br/pontozero/
http://casadecriadores.uol.com.br/novos-talentos/

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A primeira edição do Ponto Zero revelou Karin Feller. Nas seguintes, foram lançadas pelo concurso as estilistas Cynthia Hayashi e Silvia Ferraz. Os vencedores da quarta edição do projeto foram Isadora Zendron e Lucas Devitte. Em fevereiro, a dupla esteve em Nova York para a etapa internacional do projeto junto com Cynthia Hayashi, Arnaldo Ventura e Gabriela Sakate para um desfile, seguido de coquetel para imprensa e formadores de opinião americanos.

abit parabeniza decisão do Senado em aprovação do substitutivo da Comissão de Assuntos Econômicos(CAE)

admin • 25/04/12, 20:11

Na última terça-feira(24), o Plenário do Senado Federal aprovou por 56 votos favoráveis e 12 contrários, o substitutivo da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) ao Projeto de Resolução do Senado 72. Esta propostatinha sido aprovado pelo CAE um último dia 17, juntamente com pedido de urgência para sua votação em Plenário. Este substitutivo unifica em 4% as alíquotas interestaduais do ICMS, a partir de 1º de janeiro de 2013.

Para o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho, que lutou nos últimos anos, para que a Resolução fosse aprovada,  era inaceitável continuar com a “guerra dos portos”, e nossa indústria dentro das fabricas, tem custo e produtividade iguais a qualquer outra internacional do ramo, além disto somente em 2012, já foram importados mais de US$ 2,28 bilhões de acordo com Importômetro instalado na sede da ABIT. Segundo dados do ministério do Desenvolvimento e Comercio Exterior(MDIC) em  2011, os estados que ofereceram benefícios foram responsáveis por 62% do volume de importações de têxteis e confeccionados, parcela que corresponde a US$ 3,5 bilhões.

pacote de medidas para as indústrias

admin • 03/04/12, 16:28

Setor Têxtil aprova alíquota de 1% e é surpreendido com a suspensão do PIS/COFINS

Hoje, após anúncio do pacote de medidas para fortalecimento da indústria, o setor têxtil considerou positivas, mas insuficientes as medidas. ““ As medidas foram positivas, certamente causarão impacto no setor têxtil, mas precisam e devem ser evolutivas como disse a presidente Dilma. Vejo como uma clara demonstração de vontade política em favor da indústria. Contudo, não são algumas medidas pontuais que irão resolver toda a situação da indústria  brasileira. É preciso mudanças contínuas e profundas nas estruturas de produção. As medidas anunciadas hoje mostram uma  sensível preocupação com a desindustrialização e redução dos empregos no País. Não tornam o Brasil competitivo, mas o coloca no caminho certo” declarou o presidente da Abit, Aguinaldo Diniz Filho.

Dentre as medidas que devem impactar no setor estão:

- desoneração da Folha de Pagamento: redução da alíquota de 1,5% , em vigor desde dezembo/11, para 1%. Essa mudança promove a inclusão do setor têxtil que tinha ficado de fora. Agora entram confecção e têxtil. O setor pleiteava 0,8%, para atender 100% do setor, mas, com 1% já atende a grande maioria. Destaque importante também nesta desoneração é que a alíquota de 1% não incidirá sobre as vendas de exportação, mas aumentará em 1% a alíquota da Pis/Cofins dos importados.

-  Portergação do prazo de recolhimento do Pis/Cofins: o pagamento de abril e maio será feito em novembro/dezembro. Isso dará um fôlego para os empresários, de cerca de 9,25% sobre o faturamento, podendo utilizar como capital de giro. Contudo, o empresário precisa se programar muito bem no final do ano para pagar as sobreposições (o atual e o postergado).

- Linhas Creditícias: importantes instrumentos para o setor, como o Revitaliza e PSI receberam aportes maiores, disponibilizando taxas menores e alongamento do prazo de financiamento. O Proex e Pré-embarque também foram estendidos e desonerados.

Nas demais medidas não houve nenhuma novidade para o setor, pois a margem de preferência para o setor Têxtil e de Confecção já tinha sido anunciada no ano passado e fixada em 8%. Neste mês,contudo, governo e empresários do setor voltam à mesa de negociação para aumentar esta margem. Também não houve novidades em defesa comercial e nem nas ações relativas ao câmbio. O setor, contudo, está em fase de conclusão do processo de salvaguardas para o segmento de confecção e deve receber amplo apoio do governo, como foi declarado hoje pela presidente Dilma e Guido Mantega.

Presidente da Abit participa de audiência pública sobre Guerra nos Portos

admin • 20/03/12, 21:43

Aguinaldo Diniz Filho, presidente da Abit participa nesta quarta-feira 21, às 14h, de audiência pública em Brasília, para debater o Projeto de Resolução do Senado (PRS) 72/2010, que uniformiza a cobrança de ICMS para operações interestaduais com bens e mercadorias importados. De autoria do senador Romero Jucá (PMDB-RR), a proposta tem objetivo de dar fim à Guerra dos Portos, tendo como alvo os dez estados queconcedem incentivos aos importados em detrimento do produtor nacional. A audiência no Senado será na Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), presidida pelo senador Delcídio do Amaral, e contará com vários expositores: Aguinaldo Diniz Filho (Abit), Paulo Pereira (Força Sindical), Jorge Gerdau (Aço Brasil) e Luz Aubert (Abimaq), dentre outros como juristas e economistas. Cerca de 62%  das importações de têxteis  e confeccionados em 2011  passaram por estados que concedem este tipo de incentivo via ICMS e atendência é crescente, caso nada seja feito para corrigir este verdadeiro crime contra os brasileiros. Esse “fogo amigo” de cessar o quanto antes” pede  Aguinaldo Diniz Filho.

FASHION MIX: Aguinaldo DINIZ FILHO MINISTRA PALESTRA DE ABERTURA

admin • 02/03/12, 15:23

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Demonstrando a força do mercado confeccionista do pólo de Divinópolis, em Minas Gerais, o presidente da Cedro Têxtil e da ABIT  Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção, Aguinaldo Diniz Filho, aceitou o convite dos organizadores do Fashion Mix 2012, principal evento de negócios de moda da região, para abrir a grade de palestras do evento. No dia 06 de março, Diniz Filho irá abordar temas relacionados ao mercado têxtil brasileiro e também as atividades desenvolvidas pela ABIT, com ênfase nas ações da Frente Parlamentar José de Alencar, que representa os interesses do setor junto aos órgãos governamentais. A palestra, que acontece no Centro de Exposições Yellow Hall, é gratuita para profissionais da área e começa as 20h00.

Aguinaldo Diniz Filho, bacharel em Direito, iniciou sua carreira em 1969 como estagiário da Companhia Industrial Cataguases, após concluir o curso de Técnico Industrial na Escola Técnica da Indústria Química e Têxtil (Cetiqt) do Senai/RJ. Na Cedro Têxtil desde 1970, hoje é membro do Conselho de Administração da empresa, exercendo, desde 2001, a função de Diretor Presidente. Em 2007, foi eleito presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) para o período 2008-2010 e reeleito em 2010 para o período 2011-2013. É membro do Conselho Superior de Economia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) e membro do Conselho de Política Econômica desta mesma instituição. Também é presidente do Conselho Técnico Administrativo do Senai-Cetiqt/RJ, vice-presidente da Associação Comercial de Minas Gerais e ex-presidente do Programa Mineiro de Qualidade e Produtividade (PMQP). Em 2003, ganhou a medalha do Mérito Militar, outorgada pelo Exército Brasileiro, e foi eleito, em 2007, Industrial do Ano em Minas Gerais pela Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg).

Projeto Ponto Zero em Nova York

admin • 09/02/12, 15:57

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projeto Ponto Zero já se consolidou na cena brasileira como uma das melhores portas de entrada para o mundo fashion. Há quatro edições o evento vem descobrindo e impulsionando novos talentos para o mercado de trabalho. E a novidade da vez é a expansão da etapa internacional do projeto, que tem apoio do programa de exportação da indústria da moda brasileira (Texbrasil) e da Apex-Brasil. Anteriormente, a etapa internacional do Ponto Zero se restringia a Lisboa, e acontecia dentro do Mercado Mundo Mix Portugal, sendo sucesso e público e crítica. Nesta edição a etapa internacional levou os novos talentos à Nova York, para um desfile no Hotel Americano. Em formato de Coquetel, o evento mostrou para a imprensa especializada a moda feita pelos estilistas: Arnaldo Ventura, Cynthia Hayashi, Gabriela Sakate, Isadora Zendron e Lucas Devitte. Mais do que impulsionar novos talentos, o Ponto Zero propaga a moda brasileira no mundo, mostrando nosso potencial criativo e econômico.

Para mais informações, acesse: www.abit.org.br/pontozero/

Seminário Nova Política de Compras Públicas

admin • 02/02/12, 13:30

Com o objetivo de divulgar a nova política pública e apresentar os novos instrumentos de compras governamentais ao setor têxtil e de confecção do país, a ABIT e o Sindtêxtil – SP, em parceria com os Ministérios da Fazenda, desenvolvimento, Indústria e Comercio exterior, e do Planejamento, Orçamento e Gestão convidam para o seminário sobre o tema Compras Públicas a ser realizado no dia 07 de fevereiro de 2012, conforme programação abaixo.

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Vagas Limitadas – Confirmar presença pelo e-mail: Fernanda Nogueira Fernanda.nogueira@abit.com.br
(11) 3823-6181

Emprego e competitividade

admin • 16/09/11, 15:24

Aguinaldo Diniz Filho*

Exercitando seu legítimo papel de representação classista, a  Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (ABIT) encaminhou ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior sugestões cruciais para o resgate da competitividade do setor e preservação do volume de 1,7 milhão de postos de trabalho que mantém no País. As soluções são urgentes para esse importante parque fabril, segundo maior empregador na manufatura nacional e o que mais oferta a primeira oportunidade de trabalho aos jovens. 

A premência das medidas justifica-se pelo fato de o câmbio sobrevalorizado ter chegado a um nível insustentável, somando-se aos conhecidos e danosos efeitos do “Custo Brasil”. Constitui-se, assim, um conjunto de fatores que nos ameaça com um processo de desindustrialização. Sintoma inequívoco do problema é o déficit comercial do segmento, que fechou 2010 em US$ 3,5 bilhões de dólares, o que nos custou a não-criação de 135 mil empregos diretos. Um exagero, em especial se considerarmos que, em 2005, éramos superavitários.

No presente cenário mundial pós-crise, a performance positiva do Brasil, prestes a ser confirmado como a sétima maior economia, tornou muito atrativo o nosso mercado consumidor, no qual ingressaram 30 milhões de pessoas nos últimos oito anos. Todos querem uma fatia desse bolo para a venda de seus produtos, como ficou evidente na visita que nos fez o presidente norte-americano, Barack Obama. Nosso País, entretanto, não tem oferecido condições às suas próprias empresas para enfrentarem em pé de igualdade a concorrência advinda do crescente assédio internacional. Não temos conseguido sequer responder à verdadeira guerra cambial declarada pela China e por algumas outras nações, inclusive os Estados Unidos, que vêem nas exportações uma das alternativas para ativarem seu nível de atividade, ainda muito aquém do período anterior à grande crise de 2008 e 2009.

Assim, são muito pertinentes as reivindicações da indústria têxtil e de confecção voltadas ao imediato restabelecimento de sua competitividade: isenção tributária para investimentos produtivos e alongamento dos prazos para recolhimento de impostos; linhas de crédito específicas para atenuar a majoração das matérias-primas; desoneração dos custos trabalhistas; redução dos encargos sobre as contas de energia elétrica e diminuição do seu preço para as indústrias, das 22 às 6 horas; ampliação dos programas de capacitação profissional; desoneração integral das exportações, tratamento igualitário para produtos brasileiros e estrangeiros quanto às exigências trabalhistas, sociais e ambientais e reestruturação do sistema de defesa comercial; ampliação do teto de receita e exclusão, no limite de faturamento do Simples, do valor relativo às exportações e criação de um regime trabalhista e previdenciário específico para pequenas e microempresas que lhes permita empregar mais trabalhadores. 

Tais providências, absolutamente exequíveis, não se restringem aos interesses do setor, pois contribuiriam de maneira expressiva para a reversão do saldo negativo da balança comercial da indústria de transformação brasileira como um todo, superior a US$ 70 bilhões no ano passado. Sua adoção evitaria o prosseguimento da criação em outras nações de empregos que poderiam ser gerados no Brasil e mitigaria as consequências nefastas do câmbio sobrevalorizado. Seria decisiva, ainda, para combater as importações advindas de países que não se pautam pelas leis de mercado e por práticas produtivas ambiental e politicamente corretas. O que preconizamos, portanto, nada mais é do que acelerar a implementação da agenda nacional da competitividade!

*Aguinaldo Diniz Filho é presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil  e de Confecção (ABIT).