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CONTRASTE O
vermelhão da parede de fundo se contrapõe aos tons
suaves de roupas e móveis |
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Resgate pop up
Pop up store tenta
reerguer a Cacharel, marca francesa que festeja 50 anos após
um longo período de incerteza
Silvano Mendes
Depois de Azzaro durante a
Fashion Week londrina e Thierry Mugler na semana de desfiles
parisisense, agora é a vez da marca Cacharel lançar sua pop
up store.
O conceito, em voga desde 2004
quando Comme des Garçons decidiu criar suas boutiques
efêmeras, parece estar agradando no mundinho da moda, mesmo
se cada grife o utiliza à sua maneira. Os japoneses de Rey
Kawakubo usavam suas lojas temporárias para testar novos
mercados com custo reduzido. Thierry Mugler, que vive
basicamente de seus perfumes, conta com o barulho mediático
da operação para tentar aos poucos retomar suas atividades
de prêt-a-porter.
Já no caso de Cacharel a
situação é mais complexa, pois a marca, que festeja seus 50
anos de existência, passa por uma série de reestruturações
após um longo período de incerteza. Famosa por suas estampas
Liberty – motivos florais inspirados no guarda-roupa das
crianças da aristocracia inglesa –, a grife perdeu parte de
seu glamour nos anos 80 e 90. Na época, seu fundador Jean
Bousquet, envolvido com política e prefeito da cidade
francesa de Nîmes durante 12 anos, deixou o negócio meio
abandonado. E muitos dizem que o nome Cacharel, que vem de
um pássaro do sul da França, só não foi esquecido pelo
consumidor por causa do sucesso de seus perfumes, como Anaïs
Anaïs ou Loulou, e das várias licenças de produtos derivados
que rodavam o mundo.
Leia a versão integral na edição nº 24 da WF+Varejo
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